'Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, não fora a mágica presença das estrelas!" (Mário Quintana)
 

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Quarta-feira, Maio 07, 2008
Educação Inclusiva

Sempre faço questão de me colocar como exemplo dos benefícios que uma escola regular traz às crianças com deficiência. Sou o que sou porque estudei no mesmo ambiente de meus irmãos, sem discriminação. Naquele tempo, infelizmente, eu era a única com deficiência nas escolas que frequentei. Hoje, porém, mesmo que vagarosamente, esse número está aumentando.

Abaixo, uma entrevista excelente, publicada na Rede SACI. É meio longa, mas vale ler até o fim.


Doutora em Psicologia Educacional e professora do Departamento de Metodologia de Ensino da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp), Maria Teresa Eglér Mantoan, é referência nacional no que se refere à Educação Inclusiva. Confira essa entrevista exclusiva ao Jornal da AME.

Comentando uma matéria publicada no Jornal da AME, a senhora afirmou que não concorda que a inclusão seja um processo, por que?

Não concordo que a inclusão seja um processo porque não é a inclusão que tem que ser gradativa, lenta, mas, pelo contrário, rápida e radical para que detone o processo de transformação da escola. E quanto mais rápido esse processo de transformação da escola para umaescola de melhor qualidade ocorrer, mais a inclusão será realidade. Então a inclusão não é processual. Seria processual se você entender da seguinte forma: "hoje as escolas regulares podem atender tais e quais crianças e os casos mais graves ficam nas instituições". Atendimentos clínicos, especializados, podem e devem ser realizados nas instituições, mas escola é um outro assunto. As instituições em geral reagem defendendo que a inclusão é um processo, que as escolas regulares não estão preparadas, que elas não atendem bem, mas para elas melhorarem, elas precisam de um desafio, precisam assumir a responsabilidade de trabalhar com todas as crianças, indistintamente, têm que se reconhecerem competentes e buscarem a competência para que a inclusão ocorra.

Os professores estariam, hoje, preparados para atender as crianças especiais?

Ninguém está preparado para qualquer função, muito menos a educacional, sem a experiência prática. Vai-se adquirindo acompetência quando trabalha-se com o aluno e vai buscando-se atender a necessidade dele. É preciso que o aluno esteja lá para que seprepare. Uma mulher não está preparada para o casamento se não vivero casamento, com todo o empenho de acertar. E cada dia há uma novidade, um desafio, uma situação nova que vai testar sua competência e vai dar oportunidade de ultrapassar suas limitações, se quiser continuar com essa opção de vida. Da mesma forma, os profissionais devem ir à luta. O ensino só vai mudar se houver uma prática consciente.

Qual a preocupação hoje da Unicamp no que se refere a formação de
professores em relação a educação inclusiva?


A preocupação da Unicamp com a formação dos professores sempre existiu dentro desta visão de que todos os professores devem estar preparados para atender a todas as crianças. Mais precisamente nestes últimos anos quando o currículo da Faculdade de Educação da Unicamp foi modificado, foram excluídas as habilitações e especializações para educação de pessoas com deficiência e também educação infantil, supervisão e administração escolar, porque a idéia é a formação do educador no sentido amplo, formação de uma pessoa que tem que dar conta de todas as crianças e não especializaralguém em uma ou outra deficiência, ou um ou outro trabalhoespecífico da escola. A Unicamp não está preocupada com a preparação para a inclusão, mas em formar professores para escolas abertas às diferenças e não com a inclusão em si. Quer preparar o profissional da educação que tenha consciência que a escola é para todos e deve buscar a competência pelo desafio que seus alunos representam a cada ano e a cada momento na sala de aula. A profissão de educar não é uma profissão que implica num conhecimento fechado adquirido a partir de cursos universitários ou alternativos, mas implica em consciência moral, social, do nosso papel como educadores na construção de uma sociedade cada vez melhor, cada vez mais preocupada com o desenvolvimento do ser humano. Não temos especialização em nenhuma habilitação. Não consideramos que a habilitação específica seja um avanço, mas um grande retrocesso da educação hoje, porque precisamos de professores que entendam de educação e não de deficiência. Educação para todos.


Com essa formação mais generalista, o profissional sai da universidade preparado para também atender a pessoa portadora de deficiência?

Mas claro, porque todas as crianças são crianças. Não consideramos que entender de Braille, por exemplo, é uma especialização, ou conhecer a língua de sinais forma um especialista em educação, ouqualquer outro processo que facilite a comunicação das crianças deficientes nas escolas. Esses são recursos, são linguagens que o professor deve aprender para no caso de se ter na escola uma criança surda possa se trabalhar numa visão bilingüística, mas isso não significa uma formação de especialista. As habilitações e todas as formas de capacitar o professor para educação de deficientes, na verdade não tem nada de especial, são apenas recursos adicionais, mas não formação educacional especificamente. Estamos formando pessoas numa visão ampla, numa visão de segurança, de competência.

Na Unicamp, há o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e
Diversidade (Leped). Desde quando ele existe e qual sua função?


Eu sou a coordenadora do Leped desde 96 quando o fundamos junto com um grupo de alunos. Sua finalidade é reunir pessoas, implementar estudos e pesquisas que visam justamente a entender as diferenças nas escolas e promover o ensino aberto a essas diferenças sem discriminar ninguém, sem preconceitos, numa educação que é justa e solidária. As pesquisas são feitas em escolas da rede pública de ensino e visam conhecer como as escolas no momento atuam e em que sentido têm que aprimorar a qualidade de seu ensino, para atender a todas as crianças e tornarem-se inclusivas.

Quando se fala em transformação da escola, do ensino, isso não implicaria em mudanças na política educacional?

Claro. Infelizmente as políticas educacionais e mesmo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) deixam lacunas muito grandes que servem para manter o ensino tal qual ele é, principalmente o ensino especial, que é o grande problema que nós temos para se alcançar uma educação verdadeiramente inclusiva. Porque existindo essa modalidade educacional - a educação especial - sempre há uma possibilidade de alguns não freqüentarem o ensino regular e havendo essa possibilidade a inclusão não se efetiva. É muito difícil se falar em ensino inclusivo no Brasil. O que nós temos realmente são sistemas de ensino que, por terem autonomia, excluíram o ensino especial de suas redes. Então não temos verdadeiramente uma condição de ter uma escola para todos.


Então a senhora não é a favor da educação especial?

Absolutamente. Eu sou inteiramente contra o ensino especial, as classes especiais e todo tipo de atendimento que a educação especial propõe para atender os deficientes, mesmo os deficientes estando em salas regulares, com apoio de professores itinerantes. Porque, na verdade, eles continuam mantendo essas crianças dentro das escolas, mas discriminando-as, ora porque elas têm que sair para ter um atendimento diferente, ora porque têm um currículo apropriado para elas, ora porque elas têm que ter um reforço senão não dão conta do conteúdo da escola... E com isso a escola regular não tem motivos para mudar, de maneira a acolher a todos. Não são só as crianças deficientes que não tem acesso ao ensino regular. Aliás esse segmento é muito pequeno perto do número de crianças que estão sem escola hoje. Quando falamos em educação inclusiva, para todos, não estamos falando exclusivamente da inserção de crianças deficientes no ensino regular, estamos falando desse grande problema da escola brasileira que é de excluir grande número de crianças das salas de aula e de adotar medidas excludentes para os alunos que conquistam um lugar dentro da sala, deficientes ou não.

Além do ensino especial, qual outro obstáculo ou resistência poderíamos encontrar para se efetivar a educação inclusiva?

O preconceito social, familiar. Muitos pais não acreditam nas possibilidades dos filhos ou mesmo têm medo de enfrentar um processo inclusivo do filho, porque já se acomodou no ensino especial e não tem grandes expectativas com relação a essa criança. A formação dos professores. A própria legislação e a política. Tudo isso contribui para impedir que a escola para todos seja uma realidade.

Em seu livro "Compreendendo a deficiência mental", escrito em 87, a senhora ressaltou o inestimado valor do professor especializado no aluno. Já naquela época falava da inclusão, embora abordando de uma outra maneira. Qual o percurso que a levou a diferenciar integração de inclusão?

Meu próprio percurso. Porque eu sempre lutei para que as crianças que eram atendidas em instituições, tivessem uma passagem breve por essas instituições e não ficassem ali definitivamente. Mas quando eu percebi a facilidade com que elas conseguiam ultrapassar essa barreira da escola regular, eu comecei a olhar o quanto a escola regular poderia acolhê-los, sem que eles precisassem passar por esse pedaço marginalizado que é o ensino especial. Foi principalmente a convicção de que a melhor maneira de se aprender de se evoluir é a partir do meio que nos desequilibra, que exige reações, ultrapassagem de nossos limites, e não pode ser um meio acomodador, que tenha todas as adaptações pensadas de antemão, mas que o indivíduo possa buscar suas saídas.

Qual seria sua mensagem para as pessoas que atuam na área da educação para que a educação inclusiva se concretize?

Que cada vez mais melhorem sua prática profissional, que cada vez mais dêem a todas as crianças o que elas esperam da escola, que é crescerem felizes. Que essas crianças aprendam a não discriminar, a serem justas e que vivam na escola o que elas têm direito: a alegria de conviver com crianças da sua idade e com as diferenças.


Quinta-feira, Abril 24, 2008
Lacrados

Quando eu era criança, minha mãe vivia de olho em mim e à primeira tentativa de deixar o dedo indicador de lado e usar o médio em tarefas como segurar o lápis, desatar nós, ela já dizia "use o dedo, menina!". Ter menos força e habilidade no indicador da mão direita foi uma das seqüelas de minha lesão na medula.

Hoje, sem o policiamento de minha mãe, automaticamente o indicador fica de lado, mas ao me dar conta, eu o ponho pra trabalhar. Porém, existem algumas tarefas que meu pobre e fraquinho dedo não tem a menor chance de executar e, muitas vezes, nem o médio, nem dedo algum consegue: abrir certas tampas e selos de proteção. Tenho algumas experiências frustrantes:

Certa vez, comprei um antisséptico bucal e, depois de lutar pra abrir a tampa, desisti e liguei para o SAC. Fui instruída a pressionar as laterais da tampa, girando-a ao mesmo tempo. Pensei: "como meu pobre indicador vai conseguir fazer isso?" Tentei, tentei e tentei. Estava quase desistindo, quando consegui. Perguntei à atendente do SAC o motivo daquela tampa ser aberta de tal forma.

-É para evitar que crianças possam abrir, senhora. – respondeu.

-Crianças e pessoas com deficiência, não? -disse eu.

-...

Nunca mais comprei o tal antisséptico.

Meu café da manhã resume-se, basicamente, a um copo de leite com chocolate. Há anos uso a mesma marca. Quando o lacre mudou e passou a ser destacável, com uma argolinha pra ajudar na retirada, adorei. Nada mais de facas pra cortar o alumínio, nem rebarbas perigosas na lata. Bastava encaixar o dedo e puxar. Aí, de repente, a argolinha foi trocada por uma pequena lingüeta. Tentei segurar a lingüeta entre o indicador e o polegar e puxar...nada, sem força, a lingüeta escapava. Tentei com o médio...nada, escapava também. Tentei por mais força e...a lingüeta rasgou. Que raiva! A saída foi voltar à faca e ligar pro SAC.

- Por que vocês mudaram esse lacre?? Por que trocar a argolinha pela lingüeta??

- Segundo nossas pesquisas, a lingüeta é mais "moderna".

- Como pode ser moderno algo pouco funcional, que dificulta a abertura da embalagem? Principalmente por quem tem deficiência?

- ...

Passei a tomar café com leite mais vezes.


 

Filhote Luís Felipe precisou tomar um remédio. A tampa do frasco precisava ser pressionada pra baixo e girada ao mesmo tempo, para que se abrisse. Nem pensar! A solução foi não fechar o frasco completamente, para que a tal trava de segurança não me impedisse de ministrar o remédio ao meu filho. Com certeza, deveria ser pra "segurança" das crianças. Se eu, mãe, também não pudesse abrir o frasco do remédio, ele estaria mais seguro?

Existem muitos outros exemplos e tenho certeza de que todos, independentemente de terem deficiência, já se irritaram por não conseguir abrir uma tampa ou tirar um lacre, um selo protetor.

Luto por acessibilidade, rampas e tantas outras coisas importantes a todos em locais públicos. O meu dia a dia, porém, é dentro de casa, cuidando de meus filhos, das tarefas domésticas, dando aulas etc , sozinha a maior parte do dia. Minha autonomia depende também de pequenos detalhes, que facilitam ou dificultam minhas atividades. Quando pego uma embalagem que não consigo abrir, sinto-me frustrada e com raiva do fabricante.

Diante de tanta "modernidade" e "segurança", minha opção é continuar usando facas, deixando tampas mal fechadas e reclamando aos SAC.


 


 


Sexta-feira, Março 14, 2008
Segunda-feira, Dezembro 31, 2007
"Uma estrela vai brilhar, no meu caminho
O meu dia vai chegar,
Com muito amor no coração, eu vou seguindo
Tudo então vai clarear, uma estrela vai brilhar"


Do nada, lembrei dessa musiquinha que foi sucesso em tempos remotos...

Que em 2008, todos tenham uma estrela iluminando seus caminhos e que o dia de realizar aquele projeto, sonho e tudo mais de bom, chegue neste novo ano.

Feliz 2008!

Sexta-feira, Novembro 30, 2007

Feliz aniversário!!!!!!!!!



Hoje, meu bebezinho faz 3 aninhos!

Nossa! Como passou rápido!

Luís Felipe, com apenas 3 anos, é dono de uma personalidade forte e marcante. Encantador, bravo, inteligentíssimo, alegre, exigente, vive cantando, ama os Backyardigans e o Barney, ama o Teté (Ricardinho), tagarela, birrento, impaciente, enfim, maravilhoso.
Para comemorar vou repartir aqui as reinações desse meu reinadorzinho:


I - Lipe escovando os dentes:
- Mamãe, outro dia o Teté pegou a pasta vazia e encheu de água e eu sacudi.
- Você e seu irmão só aprontam arte, mesmo.
- Não, mamãe! A gente não é bagunceiro! A gente só faz coisas que adulto não pode fazer!
II - Mamãe preparando sanduiche pra Lipinho e uma formiga andando na toalha:
- Vou tirar esta formiga daqui. Ou você quer comer a formiga?
- Mamãe, você tá falando bobeira! Eu não gosto quando você fala bobeira! Você é inteligente. Então por que perguntou se eu quero comer formiga?


Parabéns amorzinho, que sua luz continue nos iluminando e nos fazendo tão felizes!



Domingo, Setembro 23, 2007
Prêmio Sentidos
Amanhã (24/09), será a final do Prêmio. Não fui classificada entre os três finalistas, mas tem gente muito boa concorrendo. Tenho meus favoritos:
gente como a gente;
arte;
esporte;
literatura

Sorte pra eles!

Up Date: Valeu minha torcida! Somente em Literatura, minha favorita não venceu (ficou em 2° lugar), todos os outros foram vencedores! Parabéns a eles! Parabéns a todos os participantes, afinal, encarar um concurso não é nada fácil.

Quinta-feira, Setembro 06, 2007
I Premio Sentidos
A Revista Sentidos lançou, neste ano, o I Prêmio Sentidos, que visa premiar pessoas com deficiência nas categorias "gente como a gente" (depoimentos), "talentos especiais" (artes, esporte, literatura) e menção honrosa (voltado a ações do terceiro setor).
Foram 301 inscritos e 60, dez em cada categoria, foram pré selecionadas.
Quando eu soube do prêmio, tive um impulso de me inscrever no "gente como a gente", pois acho legal, sobretudo, falar sobre maternidade de cadeirantes. Mas, como quem me conhece sabe, sou resistente a ser vista como exemplo disso ou daquilo aí desisti. Achei uma outra alternativa: increver meu livro o "Rodas, pra que te quero!".
É com muito prazer que reparto com vocês a alegria de estar entre os dez finalistas de Literatura.
Dos dez selecionados, sairão três que participarão da cerimônia de premiação e, somente lá, será anunciado o vencedor de cada categoria.
O prêmio consiste, basicamente, em exposição na mídia da obra vencedora e seu autor
Torçam por mim!

Terça-feira, Agosto 28, 2007
Segunda-feira, Agosto 06, 2007
A final


Chegamos à PB Kids e os modelos já estavam sendo observados e avaliados. Cada criança teve a oportunidade de falar um pouco sobre sua criação. Impressionante a criatividade da criançada.

O mais bacana de tudo foi ver a grande diferença entre os adultos e as crianças ali: os pais ansiosos, torcendo pela premiação; as crianças observando tudo e divertindo-se com tantas coisas legais. Muito melhor ser criança.

Ricardinho não venceu, mas ficou feliz por ganhar mais um modelinho pela participação. Porém, Felipe ficou inconformado e não queria sair da loja antes do "Teté" ganhar um prêmio, foi comovente e lindo.

Ricardinho, assim que chegou em casa, desmontou o submarino e já começou um novo invento.

Ano que vem tem mais!


Terça-feira, Julho 17, 2007
Meu orgulho
Ricardinho é apaixonado pelos bloquinhos coloridos desde os três anos. Quando perguntado qual presente deseja, a resposta é sempre a mesma: LEGO. Byonicles, Racers, Exo-Force, uma infinidade de modelos que viram parte da coleção de bloquinhos, minutos após a montagem, pois a graça, para Ricardinho, é desmontá-los e, juntamente com outras peças, criar um novo modelo. Sua criatividade não tem limite.
Sábado passado, tivemos uma experiência familiar inédita: esperar o resultado da eliminatória do 2º concurso de criação da LEGO.
Eu estava mais ansiosa que ele. Ele, nem aí, divertía-se observando os modelos dos concorrentes, achando tudo muito legal. Eu, toda orgulhosa de ver o modelo de meu filho exposto na vitrine da loja.
E então chamaram os nomes dos classificados para a final. Quando disseram "Ricardo Luís", fiquei toda eufórica, emocionada, bobona e babona. Ricardinho ganhou um modelo (mini escavadeira) pela classificação e já ficou todo feliz.
Toda criação e construção foi feita por ele, sem interferência de adultos.
A final será no Shopping Eldorado, no final do mês, e o prêmio, mais LEGO. Torçam por meu Reinador e por seu Super Submarino de Resgate.












Terça-feira, Julho 10, 2007
Papai comprou uma máquina
ou "Cadê o cabelo que estava aqui?"
Antes





Depois








Segunda-feira, Maio 28, 2007
A Feira do Livro
Fui super bem recebida pela Agnes, professora responsável por me acompanhar durante minha permanência no Colégio Miguel de Cervantes. Benê e eu fomos conduzidos ao local dos autores.
Deu tempo pra tomarmos um gole de chá (chegamos meio em cima da hora) e já fomos para a sala de aula onde estava a primeira turminha que iria me ouvir. As crianças estavam sentadinhas no chão me esperando. Comecei a falar da Tchela personagem e contando que nossas histórias são parecidas. Falei da AACD, das descidas de rampas à toda velocidade, do meu amigo sem braços, e a cada coisa que eu falava, levantavam a mão e me enchiam de perguntas. Foi muito legal! Quando contei que adorava andar de bicicleta e que depois fiz da cadeira de rodas a minha bicicleta, cada um quis contar uma aventura que teve com sua bicicleta. Um me perguntou se eu ainda gostava de descer as rampas correndo, achei engraçado e respondi que quando se é criança a gente só quer aventura e não pensa no perigo, porque temos nossa mãe pra nos cuidar se algo ruim acontecer, mas agora que sou mãe não posso me machucar, pois tenho de cuidar de meus filhos.
Quando contei que minha mãe me fazia aprender as coisas, que não me dava moleza porque sabia que não poderia estar sempre comigo fazendo tudo pra mim, uma garotinha contou que uma amiguinha não sabia amarrar direito os sapatos e eles sempre desamarravam e a amiguinha pedia pra que ela amarrasse de novo, pois não sabia dar dois nós. Eu, então, disse a ela que numa próxima vez que isso acontecer, ela ensinar a amiguinha a dar dois nós, assim ela não precisaria mais pedir ajuda. Pra essa turma consegui falar bastante da Tchela e também de mim, mesmo com tantas perguntas.
Já a outra turma, que veio em seguida, era mais agitada. Assim que entraram, dois meninos ficaram parados diante de mim, me olhando curiosos. Eles fizeram perguntas totalmente diferentes. Queriam saber como o livro foi escrito, perguntaram sobre a Angela, se tinham livros dela na feira pra comprarem, se era meu primeiro livro e quando foi publicado, ficaram interessados em ler meu blog, perguntaram se eu continuei amiga do "Jaiminho", o amigo sem braços, e se eu gostaria de reencontrá-lo. Perguntaram se me casei na cadeira de rodas, como foi meu parto e também tinham mil histórias sobre bicicleta. Pra essa turma até contei a história de uma ex aluna que também tinha uma mãe cadeirante e brigava com a mãe por isso. Porém, quando conheceu Ricardo e a mim, se aquietou, por ver que não era a única criança filha de cadeirante. Aí, um menino comentou: “existem muitas mães cadeirantes!”.
Alguns tinham histórias em cadeira de rodas, por terem quebrado o pé, a perna. Um garotinho da primeira turma era filho de uma terapeuta ocupacional e falava "minha mãe já trabalhou na AACD! minha mãe já trabalhou com cadeirante", todo empolgado. Depois, todo feliz, levou a mãe à sala pra me conhecer.
Foram trinta minutos com cada turma. Depois autografei os livros que elas deixaram. A Agnes nos acompanhou até o banheiro( box separado, corretamente adaptado, muito bom! ).
Voltamos para o stand dos autores, papeamos um pouco, lanchamos (não quisemos a Paella oferecida pelo colégio), andamos pela feira e visitamos os stands dos alunos.
Ah! Ganhamos presentes! Eu, uma gravura linda de José Figuerola, artista espanhol, e Benê ganhou um jogo com caneta, porta cartões e chaveiro.
Enfim, foi uma experiência bárbara!

Sexta-feira, Maio 18, 2007
Lá vamos nós!
Sábado, 19/05, viverei mais um grande momento: participar da feira do livro de um grande colégio.
A feira acontece anualmente e nela estarão presentes grandes nomes da literatura infantil, como Ana Maria Machado e Eva Furnari. E eu fui convidada também!
O colégio adotou meu livro, o "Rodas pra que te quero!", por isso lá estarei eu, entre os grandes.
Serão 130 crianças, separadas em duas turmas. Conversarei 35 min com cada turma, a partir das 10 da manhã. Será muita emoção.
A feira será aberta ao público, quem quiser aparecer, será bem-vindo.

Sexta-feira, Maio 11, 2007











Meus bebês estão crescendo...
Tão bom ser mãe!
Feliz dia das mães pra todas que se dedicam a seus filhos, gerados, adotados, criados, amados.

Quarta-feira, Abril 25, 2007
Coisas de mãe

Tirar fralda de filhotinho pela manhã e passar o dia com um copinho plástico pendurado no freio da cadeira de rodas, para quando ele quiser fazer xixi. Dar a mão para ele, enquanto está no troninho. Passar o dia mandando por sapato no pé. Rir e se encantar enquanto dança.
Arrumar mochila do grandão Ricardinho. Verificar estojo, apontar lápis, preparar lancheira, caçar o crachá, ficar de olho nas datas e matérias das provas (duas por semana, todas as semanas). Dar almoço para o grandão, mandá-lo por uniforme e escovar dentes. Mandá-lo para a escola.
Dar almoço para filhotinho. Conseguir limpar e arrumar a casa com filhotinho atrás. Brincar de pegá-lo. Dar muitas risadas. Ficar o dia todo atrás dele para que não se machuque.
Conhecer toda a grade de programação do discovery Kids e não deixar filhotes perderem os desenhos preferidos.
Ficar horas gravando especial do Barney e dos Backyardigans e ficar de plantão, para gravar cada episódio novo.
Conhecer todas as músicas do Barney, Backyardigans, Hi- Five e Lazy Town e cantar e dançar com filhotinho Felipe.
Organizar brinquedos.
Esperar, com filhotinho, o grandão chegar da escola. Ler agenda, dar castigo. Brigar para que tome banho, brigar para que saia do banho. Mandar fazer lição. Ajudá-lo.
Ter chilique com a bagunça e artes que aprontam. Apartar brigas.
Preparar jantar.
Jogar video - game.
Separar peças de LEGO por cor e colocá-las em gavetinhas.
Não dormir quando estão em crise de bronquite. Ouvir de longe a respiração alterada. Rezar para que melhorem.
Levar grandão no colo para a cama. Dar a mão para que filhotinho durma. Rezar com eles.
Amassar e beijar muito os dois. Ganhar abraços e beijos.
Ser feliz.